Diretor da Canaplan
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Globalmente, os combustíveis fósseis representam cerca de 86% da matriz energética global, com o petróleo perdendo um pouco do seu peso nela (+ 1/3), mas liderando os tipos de energias consumidas; o gás natural cresceu (hoje é 1/4 do total consumido), e a demanda do carvão mineral subiu (+1%) com China e Índia puxando.
Diretor-geral do CBIE - Centro Brasileiro de Infraestrutura
Os recentes conflitos geopolíticos reforçaram a centralidade da segurança energética no planejamento estratégico dos países. A intensificação de conflitos geopolíticos no cenário internacional, como a guerra entre Rússia e Ucrânia (que já ultrapassa quatro anos) e o recente confronto envolvendo Estados Unidos (EUA), Israel e Irã, tem provocado profundas repercussões nos mercados globais de energia.
Doutor em Ciência Política e Membro do Gacint/IRI/USP
A escalada recente de tensões no Oriente Médio, marcada pela intervenção de Estados Unidos e Israel em território iraniano, recoloca o mundo diante de um velho dilema: a vulnerabilidade estrutural das economias ao preço do petróleo.
Diretor da Datagro
Quando o Brasil lançou o Programa Nacional do Álcool – Proálcool, em 1975, sob o impacto direto das duas crises dos choques do petróleo, o País vivia um momento de forte vulnerabilidade energética e de insumos agroindustriais. A dependência por importação de petróleo e combustíveis fósseis colocava em risco o abastecimento e pressionava o mercado expondo a fragilidade de uma matriz energética excessivamente atrelada ao mercado internacional.
Presidente da UDOP - União Nacional da Bioenergia
O setor bioenergético brasileiro inicia 2026 diante de um cenário que combina oportunidades relevantes com desafios estruturais cada vez mais complexos. Se, por um lado, temos uma perspectiva positiva de produção — especialmente impulsionada pelo crescimento do etanol de milho —, por outro, enfrentamos um ambiente geopolítico e operacional que exige planejamento, coordenação e capacidade de adaptação.
Deputado Federal
O Brasil vive hoje um paradoxo de grandeza e vulnerabilidade. Embora o País ostente a liderança global em diversos quesitos produtivos, o setor permanece umbilicalmente ligado e extremamente dependente das linhas de crédito do Governo Federal. Esse modelo, consolidado sob o robusto guarda-chuva do Plano Safra 2025/26, divide-se entre o amparo à agricultura familiar e o fomento empresarial, mas traz consigo um custo invisível: a perda da autonomia estratégica diante das oscilações políticas de Brasília.
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